domingo, 1 de setembro de 2013

RESENHA | Água para Elefantes.


Autora: Sara Gruen
Editora: Arqueiro
Páginas: 272

  Antes de começar a descer a letra, quero deixar uma nota extremamente necessária:
- Este livro faz você se sentir triste em relação à velhice, faz você se sentir tão amado nos dias de hoje, que não pensa no que acontecerá a ti quando envelhecer, afinal, será mesmo que todos que estão contigo hoje, estarão amanhã também? Pense nisso.


  Diagramação: 
  O formato que o texto foi escrito, facilitava a leitura e complicada o entendimento. As palavras não eram difíceis a ponto de precisar de um dicionário para lê-las, mas também não eram tão fáceis a ponto de uma criança de 10 anos conseguir ler sem perguntar o que significa uma coisa ou outra.
  Outro ponto crítico da diagramação, foi o uso de palavras chulas constantemente, palavrões e expressões sexuais eram usadas sem nenhum indício de aparecimento, simplesmente surgiam do nada. Creio que foi um ato apelativo de um redator, com a intenção de convidar mais leitores a se interessar pela prosa, tentando torna-la um pouco mais adulta.
  O pior da diagramação foi a separação de capítulos. Eu sou do tipo de pessoa que gosta de um capítulo novo a cada folha, fazendo uma pausa para um lanche, um café ou qualquer coisa do tipo. Neste livro, houve o contrário. A leitura estava fluindo bem, havia um momento em que era preciso parar, mas não tinha como, porque a separação de capítulos vinha logo após do texto, fazendo com que a leitura continuasse a ponto de querer descobrir mais coisas sobre um fato ocorrido no capítulo passado, fazendo com que o livro fluísse rápido demais.
  ps: A repetição de termos como tilintar e soslaio é cansativa. Ambas não acrescentam nada na trama e ainda tornam a leitura mais cansativa e ambas surgiam a cada 4 páginas.

Enredo: 
  O desenvolver do livro é bem lento, mas é bem interessante a forma com que flui. Algumas informações são totalmente desnecessárias, transformando a prosa em algo cansativo, afinal, ninguém quer saber quantos nós tem no sapato ou quantos fios de cabelo lhe caíram ao rosto. 
  Também fiquei impressionado com algumas páginas em que personagens coadjuvantes surgiam e chamavam mais atenção que os principais. Um grande exemplo disso é Bárbara, a stripper. Ela consegue envolver o pensamento de todo mundo ao demonstrar seu show, todos que leem o que ela faz, logo ficam fascinados com o modo que a leitura e o pensamento fluem.
  A ação do livro é tudo ligado em torno de brigas com August e brigas com Tio Al, tornando as partes em que deveria existir ação, repetitivas demais. A única hora que realmente vale a pena é quando existe agressão física e quando há o estouro de animais, do resto, a ação é resumida em xingamentos.

Desfecho: 
  O desfecho do livro tem seus prós e contras. Acontecimentos inesperados são o tempero do fim, alguns fatos são de atormentar o leitor, que por incrível que pareça, não eram previsíveis de jeito nenhum. Fiquei de queixo caído ao ver alguns fatos (não posso dizer quais para não dar spoiler) e fiquei bem chateado com algumas coisas que eu já esperava que acontecesse desde a primeira folha do livro. Outra coisa que eu percebi foi que além da história contar sobre um circo e a vida de Jacob Jankwovisk, ela se passa o tempo quase todo dentro de um trem, falando sobre as pessoas que ali vivem. 
  Um ponto ótimo do desfecho foi o fim de Jacob, terminou do jeito que ele sempre sonhara, então, foi um bom fim. Apesar de algumas lacunas não preenchidas por Sara, o livro terminou com um fim nivelado a prosa, nem tão bom e nem tão ruim. Alguns personagens com quem simpatizei durante o livro todo, não foram citados ao fim, fazendo com que minha imaginação viajasse e encontrasse um fim plausível para eles.

Nota do livro: 08

  Meu ponto de vista resumido é: O livro é ótimo para se ler em curto período, tem poucas páginas e a leitura flui bem, fazendo com que as poucas páginas sejam rapidamente devoradas. Super indico para pessoas que gostam de uma boa leitura.

  Local adequado para se ler: Eu super indico lê-lo enquanto espera um avião, o livro prende a atenção e faz com que o tempo voe, tornando o tempo de espera um pouco menos cansativo.

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